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Diploma de Mérito

Diploma de mérito concedido pela Federação Nacional de Voluntariado em Saúde.


06-10-2014
 
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Liga dos Amigos do Hospital de Santo António


Os 38 anos da Liga

Em 1977, após o incêndio da ala Norte do Hospital, é fundada a Liga dos Amigos do Hospital de Santo António. Permitiu ajudar nas obras e iniciou o Voluntariado com o objetivo de pugnar pela manutenção da dignidade do doente durante a sua estadia no Hospital, através de permanente acompanhamento humanitário.

A humanização dos cuidados de saúde foi sendo cada vez mais importante e em 1987/88 houve também grande ajuda em equipamentos; a ajuda em medicamentos, em deslocações, em pernoitas de familiares, em pequenos almoços em algumas das consultas cresceu exponencialmente de ano para ano. A LIGA passou também a equipar todo o Hospital com meios audiovisuais.

O Voluntariado Social Hospitalar foi sendo cada vez mais reconhecido e a LAHSA tornou-se um polo de exemplo para a criação de muitas outras LIGAS em muitos Hospitais do País, ajudando assim a unir cada Hospital à sua Comunidade.

De 2008 A 2014 e durante toda esta crise nacional o trabalho do Voluntariado foi-se estendendo a todos os Hospitais e hoje é imprescindível. Os doentes necessitam cada dia que passa de mais ajuda e serão os Voluntários - leia-se principalmente Voluntárias - as pessoas que dão essa ajuda. Bem hajam pelo que fazem.



O Voluntariado

Não é preciso fazer o elogio do voluntariado dos hospitais, neste caso do hospital de Santo António, porque tudo o que é impulso para fazer bem não precisa de louvores. Encontra-se paga bastante em se ser necessário. A terra é um lugar de passagem, está muito bem dito. Mas, no entanto, é preciso suportar muita coisa, respirar o ar contaminado e ter habilidade bastante para não sonhar com o que é terrível. O voluntário tem sobretudo que não pensar muito no seu trabalho, não lhe dar nomes eloquentes nem se deixar levar pela Torrente das bonitas frases. A civilização é feita mais de mortos que de vivos, e se queremos associar-nos a ela temos de governar os nossos sentimentos para fazer um pacto com a dor.

As mulheres são mais capazes desse pacto com o sofrimento porque são mais propensas a esquecer. Andam para a frente e não se põem a abanar a cabeça cheia de sabedoria. Não choram quando o caso é de dar conforto para o qual as lágrimas não ajudam nada. Servir um almoço, ajeitar uma almofada, tem mais poesia que as valsas de Strauss. Penso que o lema do voluntariado devia ser este: "O voluntariado não é uma ocupação, é uma travessia na noite onde se inventa o dia seguinte".

Agustina Bessa-Luís
(in “Comunidade e Saúde", Revista da LAHSA, Junho de 2003)